

Figuras inanimadas. Isso que nos tornamos. Compostos pela sociedade, somos completos manequins. Durante toda a história tivemos um estereótipo para ser seguido, mas é nesse século que as pessoas se mostram mais lunáticas e doentias. Conceito formado para beleza: linda, loira e leve. Ênfase para o último adjetivo. Levíssima.
Nos matar de anorexia ou bulimia, não me parece uma boa maneira de definhar. São doenças cada vez mais comuns, mas o fato é não tratar a doença, mas tratar quem sofre dela. É nos tratar. Ver uma pessoa admitir que enfia dedo adentro a garganta e se acabar de arrependimento depois, é algo comparável a ver essa mesma pessoa a se matar aos poucos, não só no físico, mas também o psico, ajuda a enfraquecer a mente. Mentes fracas, corpos belos. Talvez seja deste ponto que surge o anti-herói, viva pouco, morra linda e nova, se torne lenda. Nada mais animador do que ser lembrada por tempo indeterminado. Utópico? Talvez.
A minha deixa é até onde vale a pena? Se aceitar não é algo fácil e auto-estima não se colhe em pomares, mas somos o que somos, podemos mudar, com toda certeza, mas é necessário o mínimo de aceitação própria para sermos felizes. E felicidade sim, é essencial.
Ninah Arantes.

Adorei esses texo! "auto-estima não se colhe em pomares" Argh. Definitivamente foda!
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