segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Untitled

Estava eu, sentado no banco da praça central, olhando os pássaros, as pessoas.
Crianças correndo pelos cantos, bebês chorando, senhoras conversado, água caindo pela fonte.
Lembrei de meu passado, dos meus momentos com você, de como eu era, de como cheguei a ficar ao teu lado, não sei se tenho o direito de falar assim, mas de como eu fui apaixonado por ti,falo com toda certeza do mundo foi você quem eu amei.
Único, até o momento? Não. Por todo o sempre. - Como tens tenta certeza disso. - você deve estar se perguntando. É simplesmente eu tenho.
Bem voltando a meu dia.Olhando os pássaros resolvo me deitar, acompanho cada movimento de um simples e pequeno pássaro que se banha com as gotas que caem da fonte.Fico espantado com tamanha simplicidade que existe ao meu redor .
O pássaro me cativou. Por um único momento não me senti sozinho no mundo, percebi que não era necessário ter tudo para ser feliz.
Levantei-me e fui andando pela praça, sem destino, sem rumo. Direto ao acaso.
Com o tempo me distanciando de tal lugar. Andando e lembrando-me de ti ao mesmo tempo, não sei se era por que queria ou se era porque não consigo lhe esquecer.
É, você já deve estar cansado de ouvir isso de mim.
Eu sei, fui um tolo, sempre fui mais qual o motivo de ter sido assim.
Ah, isso você não sabe, eu tenho certeza. Aliás, você não sabe de nada ao meu respeito, é o que consegui enxergar. Continuo a andar pela praça, escuto vozes mais não vejo rostos, vejo apenas vultos, sons de carros, ônibus e tudo que pode existir em uma cidade. Mais apenas ouço, não consigo ver nada. Certo momento eu paro, começo a me lembrar dos nossos planos, de como iríamos ser felizes, e tudo que nós sempre planejamos. Um sorriso toma minha face e eu por mais um momento esqueço-me de toda a tristeza.
Agora aqui estou eu, vendo luzes fortes ao meu redor, ouvindo murmúrios, sirenes gritos.Pessoas aflitas, desesperadas .Não sinto nada , não sinto dor, não sinto pena,a única coisa que eu sinto é saudades de você. Gostávamos tanto de ficar olhando os carros na rua, pensando, entre carícias e beijos, sonhando. E agora, eu, deitado no chão de um viaduto, sob um carro, ainda ouço vozes, mais continuo não vendo faces. Sinto que esse foi o único jeito de poder acabar com minha dor de ter te perdido. É, dizem que a morte é a cura para todos os males. Então, espero que isso seja verdade. Pois aqui eu fico, deixo aqui toda minha culpa, saudade e amor que senti por ti algum dia deixo junto ao meu corpo, com a esperança que isso não me acompanhe no lugar onde eu estiver. Ao poucos as vozes somem, as luzes se apagam e eu apenas escuto um sussurro, entre lagrimas que caem sobre meu rosto, e uma voz de choro. Eu te amo.
A voz era você. Será que isso fora tudo um sonho, uma coisa da minha imaginação? Acho que não, pois já estou morto.



Diih Esteves

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Faux Nom foi simplesmente criado para se viver do ócio. Talvez dois (super amigos) que simplesmente, em um domingo a toa, decidiram criar um blog. Aí está Faux Nom, que ce soir. Por favor, sem perguntas sobre o nome aleatório. :)