
Há decepções que conseguimos superar, mas algumas, com toda a certeza, ficarão marcadas por dentro, às vezes vivas sangrando por muito, muito tempo. O ponto é, até onde vale a pena e qual a razão para sofrer por alguém?
Passamos por situações inimagináveis, que se não conhecermos bem a nossa lucidez duvidaríamos de nós mesmos. Simplesmente o fato de se olhar no espelho não faria sentido algum e não nos reconheceríamos. Assim é a tristeza que atua em nós.
É concreto que a tristeza é muito mais consumidora de nós do que a felicidade.
Felicidade. Este é o ponto em que devemos acertar desde o início, um erro poderá ser fatal. Erra-se no começo e pronto, voce conseguiu acabar com toda sua vida. Exagero? Talvez não para quem sente. Para quem se torna réu e defesa.
Dor da morte: "É a visita da morte à vida, e sem dor não há vida, porque nos apegamos demais com tudo que possuímos, ou seja, pensamos que possuímos, na verdade nos foi emprestado, inclusive a carne". Tudo nos foi emprestado, inclusive o corpo, a mente. Assim, no fim não temos sentido. Dor sem sentido, dor sem chegar ao fim. Sem existir um fim.
Tudo que nos baseamos é para se ter um final, mas é no momento que nos perdemos que nos perguntamos se não há fim, qual a razão de viver? Se é que seja necessário viver sob razão.
Passar a vida atrás de algo e simplesmente não existir. Deixar no "subjetivo", no ar.
Estar sem respostas é pertubador, mas cloncluímos que somos masoquistas e sádicos o bastante para se viver e ver os outros às cegas.
E eis a resposta para a pergunta de até quando superamos nossas sentenças - de réu ou de defesa -, pois são às cegas que sobrevivemos às decepções.
Ninah Arantes.

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